Paraná: Área livre de Febre Aftosa sem vacinação

VET&Us: A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda, causada por vírus, altamente contagiosa (através de fômites e secreções) que causa febre e aftas na boca e cascos, dificultando a movimentação e alimentação do animal, levando a uma perda de desempenho e produção. Até então a vacinação contra febre aftosa no Paraná é obrigatória com comprovação por parte do proprietário. O calendário é semestral para animais com até 24 meses, ocorrendo uma etapa em maio, e anual para os demais com uma segunda etapa em novembro – quando os animais com até 24 meses são vacinados novamente. O departamento de saúde animal anunciou essa semana que o estado, que já é livre da aftosa com vacinação, conseguiu antecipar a retirada da vacinação para novembro do ano que vem. As estratégias de combate à febre aftosa envolvem além da vacinação a vigilância, controle de trânsito de animais e programas de educação em saúde animal. Por isso o manejo sanitário e zootécnico são muito importantes na produção. Diversas dessas medidas foram avaliados positivamente permitindo a adoção dessa medida no Paraná. "Desta forma, o Paraná poderá solicitar o status de livre de febre aftosa sem vacinação junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em setembro de 2020, com o reconhecimento realizado na Assembleia Geral de maio de 2021". (IMPRENSA FAEP, 2019) Junto com o setor privado, o Paraná conseguiu montar fortes barreiras nas fronteiras. Portanto, a partir do próximo ano a entrada de animais de outros estados fica restrita à Santa Catarina, único estado brasileiro atualmente livre da febre aftosa sem vacinação. “Quanto à aftosa, é uma medida tomada pelo valor comercial que isso traz pro Brasil. Existe bastante apreensão entre pessoas que estão envolvidos na bovinocultura, por receio de ser precoce e não haver controle suficiente a campo para garantir a retirada da vacina com segurança. Basta que um dos países vizinhos descuide para que o Brasil sofra. Funcionou muito bem em SC porque ao redor estava garantido, mas agora dependemos de outros países. Contudo, o MAPA mostrou-se competente até aqui e espera-se que o plano já contemple todas essas possíveis barreiras” comentou Dr° Prof° Breno Beirão, médico veterinário experiente na área de vacinologia e imunologia e professor na UFPR.

"A antecipação da declaração de área livre de febre aftosa sem vacinação no Paraná, expressa a segurança que o serviço veterinário oficial tem na qualidade das medidas implantadas historicamente e na estruturação desse serviço que garantiu o status de livre com vacina até agora, e deve garantir o próximo passo, dentro dos requisitos da OIE. O serviço de defesa agropecuária deve garantir a partir de agora que as medidas de biosseguridade, que envolvem barreiras sanitárias, controle de transito e de animais serão eficientes. A atenção para um rebanho livre sem vacina, é o paralelo que se ve no Brasil com Santa Catarina, estado que tem uma condição de fronteiras diferente do Paraná. Isso significa que o empenho empregado aqui a partir de agora deverá ser intenso para minimizar ao máximo o risco de circulação viral. Circulação essa que acredita-se não deve ocorrer por vírusresidentes no Estado eventualmente, afinal garantimos a condição de livre. Mas a introdução de vírus de Estados ou países vizinhos, seria a única possibilidade, e o meios para essa introdução envolvem varias formas além do próprio animal. Sendo assim nossa vigilância devera continuar atenta e incrementar ainda mais os controles nos pontos críticos. O risco zero não existe em nenhuma área, mas na balança a avaliação de que nossa condição é adequada e o risco sob controle avaliza o requisito para esse pedido, antecipado de 2021. O qual para ser perpétuo só depende dos esforços do serviço oficial e da comunidade envolvida, com produtores, veterinários e população em geral bem informados das vantagens econômicas deste novo status e das particularidades do Estado para manutenção deste status" Declarou o Dr. Prof. Luiz Felipe Caron, médico veterinário professor na UFPR com experiência na área de vacinologia e imunologia.





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